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Pierre-Jean Villa protagoniza uma das trajetórias de crescimento mais espetaculares e admiradas da viticultura do Rhône nas últimas duas décadas. Natural de Chavanay, na região do Loire, Pierre-Jean dedicou vinte anos a aprender seu ofício no mais alto nível, entre as grandes propriedades da Borgonha e as encostas íngremes de Seyssuel, antes de criar sua própria propriedade em 2009, em sua aldeia natal, sobre terraços graníticos tão inclinados que não permitem mecanização. Descrito como "um dos viticultores mais talentosos de sua geração" por Bettane e Desseauve e como "revolucionário do estilo de Saint-Joseph" pela Revue des Vins de France, hoje cultiva 20 hectares certificados como orgânicos desde 2021 e em conversão para a biodinâmica, distribuídos por cinco áreas emblemáticas de denominação: Côte-Rôtie, Condrieu, Saint-Joseph, Crozes-Hermitage e as encostas de Seyssuel. Seus filhos Hugo e Pauline juntaram-se a ele na propriedade e também vinificam suas próprias cuvées. Em 2022, a propriedade inaugurou instalações novas, maiores e mais modernas em Chavanay, permitindo aprofundar ainda mais a vinificação por parcela e o amadurecimento em grandes tonéis, barricas ou ânforas de grés. Duas estrelas no Guia Verde da Revue des Vins de France 2026.
Pierre-Jean Villa nasceu em Chavanay, às margens do vale do Rhône setentrional, com origens espanholas que seu caráter e seu comprometimento refletem. Apaixonado pelo vinho desde a juventude, inicia sua carreira na comercialização de grandes vinhos borgonheses. Em 1992, assume a direção da produção e da comercialização de vários domaines borgonheses de prestígio, entre os quais Mommessin e o lendário Clos de Tart. Percorre o mundo para difundir esses vinhos de exceção e forja assim sua visão dos grandes terroirs e das grandes maisons. Após dez anos de formação no mais alto nível borgonhês, Pierre-Jean decide retornar à terra que o viu nascer, o Vale do Rhône, em 2003.
Em 2003, ele se junta à aventura dos Vins de Vienne, criada pelos seus amigos Yves Cuilleron, Pierre Gaillard e François Villard em 1996, para plantar um vinhedo nos coteaux históricos e íngremes de Seyssuel, ao norte de Vienne, e ressuscitar este antigo vinhedo galo-romano. Lá trabalha até 2009, data em que alça definitivamente voo: cria o seu próprio domaine em Chavanay, sobre os terraços de Saint-Joseph e Condrieu onde o uso de máquinas não é viável. Sua primeira safra de 2009 revela imediatamente um estilo preciso, fresco e digestivo, que não cessará de se aperfeiçoar. Em 2021, a chegada de Hugo e Pauline ao domaine acelera a certificação biológica e a orientação para a biodinâmica. O domaine inaugura em 2022 uma nova adega em Chavanay, mais funcional, permitindo vinificações parcelares ainda mais apuradas.
O vinhedo do Domaine Pierre-Jean Villa estende-se por 20 hectares, distribuídos em cinco setores da margem direita e da margem esquerda do Rhône setentrional. As vinhas, com idade média de 30 anos, assentam sobre terroirs exclusivamente graníticos, característicos do Rhône norte. Em Côte-Rôtie, o lieu-dit Fongeant abriga vinhas com mais de 60 anos, conduzidas em gobelet sobre echalas em solos de granito, gnaisse, argila e óxido de ferro. O solo da Côte-Rôtie é um dos mais complexos e ricos da região, com uma diversidade de substratos que explica a profundidade e a longevidade dos vinhos. Em Condrieu, as parcelas de Viognier (70% do encepamento branco) e de Roussanne (30%) estão implantadas sobre solos graníticos ácidos nas encostas do Maciço Central, com uma vista notável sobre o Rhône.
Em Saint-Joseph, as parcelas estão situadas ao redor de Chavanay, em terraços graníticos íngremes onde todo o trabalho é manual. Em Crozes-Hermitage, as vinhas estão plantadas sobre terroirs de seixos e argila a leste de Tain-l'Hermitage. Os coteaux de Seyssuel, ao norte de Vienne, oferecem uma das expressões mais setentrionais da Syrah na França, sobre solos graníticos que lembram as Côtes-Rôties vizinhas. O encepamento é integralmente ródano-setentrional: Syrah para todos os tintos, Viognier e Roussanne para os brancos. Para certas parcelas, nomeadamente em Seyssuel, Pierre-Jean Villa adotou a poda Guyot-Poussard, um método suave que minimiza as feridas e preserva o fluxo de seiva.
A filosofia de vinificação de Pierre-Jean Villa é a de um vitivinicultor perfeccionista que busca a pureza, a frescura e a expressão autêntica do terroir. Para a grande cuvée Côte-Rôtie Fongeant, a vinificação é feita com 70% de vindima inteira, selecionada numa mesa vibratória e transportada para a cuba por tapete rolante. O estágio de Fongeant dura 24 meses em barrica e em demi-muids para desenvolver sua fineza e profundidade. Para as demais cuvées, o estágio é feito nos recipientes mais adequados a cada expressão: foudres, barricas ou jarras de grés conforme as cuvées. As leveduras indígenas são utilizadas na maioria das cuvées, sem aditivos enológicos. As fermentações malolácticas ocorrem naturalmente em cubas.
O estilo dos vinhos de Pierre-Jean Villa é inconfundível: vinhos frescos, digestivos e profundos, nunca pesados nem supermaduros, com uma pureza de fruta e uma tensão mineral que fazem a sua singularidade num vinhedo ródano-setentrional por vezes tentado pela potência excessiva. Os brancos são luminosos, com notas de frutas amarelas e flores, e uma bela tensão fresca. Os tintos revelam aromas de pimenta, carne defumada e frutas negras, num registro elegante e de grande bebibilidade.
Côte-Rôtie Fongeant: A grande cuvée emblemática e o cume absoluto do domaine, proveniente do lieu-dit Fongeant sobre os terraços graníticos da Côte-Rôtie. Vinhas com mais de 60 anos conduzidas em gobelet sobre echalas, sobre granito, gnaisse, argila e óxido de ferro. 100% Syrah. Vinificação com 70% de vindima inteira, estágio de 24 meses em barrica e demi-muids. Vinho tinto de profundidade, tensão e concentração excepcionais: boca profunda e tensa, fruta suculenta no final, comprimento impressionante. "O terroir de Fongeant basta-se a si mesmo pela sua profundidade, seu vigor e sua energia." Produzido em quantidades muito limitadas. Uma das cuvées mais admiradas do Rhône norte contemporâneo.
Côte-Rôtie Carmina: Segunda cuvée de Côte-Rôtie do domaine, cujo nome é uma referência à cantata Carmina Burana, "associação de potência, pureza, complexidade e sensualidade". Boca polpuda, taninos maduros, potência que se revela ao longo da degustação. Um grande Côte-Rôtie de uma riqueza aromática envolvente, ligeiramente mais acessível que Fongeant na sua juventude, conservando ao mesmo tempo um belo potencial de guarda.
Condrieu Jardin Suspendu: Cuvée branca icônica de Condrieu, proveniente de Viognier sobre os terraços graníticos. "Em apenas 5 safras, Pierre-Jean Villa alçou este Condrieu entre os melhores desta appellation emblemática." Floral, frutado, especiado, de uma intensidade em boca fora do comum, de uma fineza cristalina e de um comprimento impressionante. Nariz de violeta, acácia, damasco e pêssego branco. Boca ampla e pura, sápida, de boa persistência. Um branco de referência para a appellation.
Saint-Joseph Rouge Tildé: Cuvée tinto assinatura do domaine em Saint-Joseph. O nome "Tildé" é uma referência direta às origens espanholas de Pierre-Jean Villa: este acento, em forma de onda, sublinha certas palavras da língua espanhola e era antigamente, no francês antigo, uma inscrição, uma marca aposta sobre um objeto. A cuvée Tildé é a assinatura do seu trabalho como vitivinicultor. Syrah sobre os terraços graníticos de Chavanay. Vinho tinto crocante, com aromas de pimenta e carne defumada, frutas vermelhas e negras, boca precisa e franca. Para saborear sem pressa, nos 5 a 8 anos.
Saint-Joseph Rouge Préface: Cuvée tinto de entrada de gama de Saint-Joseph, concebida como "um convite à descoberta dos vinhos de Pierre-Jean Villa". Syrah frutada e equilibrada sobre os terroirs de Chavanay. Vinho tinto elegante e acessível, com aromas de frutas vermelhas e especiarias, boca suave e fresca. A cuvée ideal para descobrir o estilo do domaine.
Saint-Joseph Blanc Saut de l'Ange: Cuvée branca de Saint-Joseph proveniente de Roussanne (30% do encepamento branco). Vinho branco luminoso, com notas de frutas amarelas e flores, e uma bela tensão fresca. Boca viva e precisa, final salino e mineral. Um Saint-Joseph branco de grande distinção e de expressão típica da Roussanne sobre granito.
Crozes-Hermitage Accroche-Coeur (Tinto): Cuvée tinto de Crozes-Hermitage, cujo nome evoca as gavinhas da videira que formam "accroche-coeurs" na extremidade dos sarmentos. "Cheio de fruta, intenso e bem equilibrado." Syrah sobre os terroirs de seixos e argila de Crozes. Um tinto guloso e de grande bebibilidade, a beber nos 3 a 5 anos com uma bela peça de boi.
Coteaux de Seyssuel Esprit d'Antan (Tinto): Cuvée tinto confidencial proveniente dos coteaux históricos de Seyssuel, ao norte de Vienne, vinhedo ressuscitado com os Vins de Vienne. Syrah sobre solos graníticos, uma das expressões mais setentrionais da Syrah na França. Vinho tinto de grande sinceridade e excelente equilíbrio, ideal para os próximos cinco anos. Uma cuvée que testemunha o vínculo profundo de Pierre-Jean Villa com esses terroirs de Seyssuel onde deu os seus primeiros passos no Ródano.
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