O vinho no Japão, embora frequentemente ofuscado pelo saquê, possui uma história milenar e uma produção moderna em plena expansão. A viticultura remonta ao ano 718 na região de Katsunuma em Yamanashi, onde a casta Koshu, originária do Cáucaso e introduzida através da rota da seda, foi inicialmente cultivada para consumo in natura, com possíveis fermentações primitivas já na época Jomon (cerca de 4800-3000 a.C.). No entanto, a produção vinícola doméstica verdadeiramente estruturada emerge no século XIX durante a Restauração Meiji (1868), influenciada pelo Ocidente: em 1877, a primeira vinícola privada, a Dainihon Yamanashi Wine Company, surge em Yamanashi, berço da indústria, seguida por estudos na França e importações de variedades europeias. Hoje, o Japão produz cerca de 1% de seu consumo em vinhos locais, principalmente nas regiões de Yamanashi, Hokkaido, Nagano e Yamagata, a partir de castas autóctones como a branca Koshu (acidulada, floral, ideal com a culinária japonesa) e a tinta Muscat Bailey A (híbrida resistente ao clima úmido), complementadas por clássicos como Chardonnay, Pinot Noir ou Merlot. Esses vinhos, leves e frescos, refletem a diversidade climática nipônica, dos verões chuvosos aos invernos frios, e ganham reconhecimento internacional, com cerca de vinte propriedades certificadas com uma espécie de DOC desde 2013.